APÊNDICE HOMILÉTICO
Quando os desejos governam o homem
Esboço para pregação e ensino
Texto-base: 1 João 2:16; Tiago 1:14-15; Gálatas 5:16-17. Objetivo: demonstrar que o problema espiritual não está na existência dos desejos, mas em sua desordem e no domínio que podem exercer sobre a vontade humana.
Introdução
O ser humano foi criado com capacidade de desejar, escolher e buscar satisfação. Quando seus desejos deixam de ser orientados pelos princípios divinos, aquilo que deveria ser expressão da vida pode tornar-se instrumento de queda.
I. A concupiscência desperta desejos
- Gênesis 3:6.
- Tiago 1:14.
- A atração exercida pelas coisas desejáveis.
II. A concupiscência pode comprometer o discernimento
- Provérbios 14:12.
- A aparência de vantagem não significa aprovação divina.
- O desejo pode influenciar a percepção moral.
III. A concupiscência pode dominar a vontade
- 1 Coríntios 6:12.
- Romanos 6:12.
- O perigo de transformar desejos em senhores.
IV. A direção do Espírito estabelece outro governo
- Gálatas 5:16.
- Romanos 8:5-6.
- A conduta submetida à direção do Espírito.
Conclusão
A maturidade espiritual não consiste em deixar de possuir desejos, mas em aprender a não permitir que desejos contrários à vontade de Deus governem a existência.
Meditação: Esaú e a primogenitura
Em Gênesis 25:29-34, Esaú tinha uma necessidade física legítima: estava com fome. Diante da satisfação imediata, porém, desprezou algo de valor muito superior — seu direito de primogenitura. A fome não era o problema. O problema foi a decisão tomada sob o domínio da satisfação imediata.
Há quem não tenha perdido seus valores por deixar de conhecê-los, mas por passar a valorizar mais a satisfação de seus desejos do que aquilo que antes reconhecia como precioso.