SÍNTESE
Considerações preliminares
A investigação desenvolvida até aqui permite estabelecer algumas distinções fundamentais para a doutrina da concupiscência.
- A existência de desejos não deve ser automaticamente identificada com pecado.
- A tentação não é, por si só, prova de que o indivíduo já tenha cometido pecado.
- A concupiscência precisa ser compreendida de acordo com seu contexto linguístico e moral.
- A desobediência à determinação divina constitui o elemento central da transgressão narrada em Gênesis 3.
- O pecado possui dimensões interiores e exteriores, conforme o ensino de Jesus e dos apóstolos.
- A relação entre a condição humana, a carne, o pecado e a morte exige análise conjunta dos textos bíblicos.
Questão para a próxima etapa: Adão e Eva possuíam desejos antes da queda? Se possuíam, qual era a natureza desses desejos, e o que efetivamente mudou na condição humana depois da transgressão?